A magia do Xadrez na Feira do Livro

Por , 21 de novembro de 2011

        No dia de encerramento da 30ª Feira do Livro de Brasília, dia 20 de novembro, participei a convite do criativo Espaço ComVivência, de um evento enxadrístico original. Foi uma espécie de simultânea-aula, onde eu jogava e comentava cada partida com os participantes. Dentre os adversários-alunos, alguns adultos e jovens, mas a maioria era composta por crianças.  É sempre uma alegria constatar que o público infantil sente um grande fascínio pelo Xadrez. Por várias vezes, as crianças que passavam pela local exclamavam: ‘Xadrez!’ e se aproximavam para participar do evento. Por mais de duas horas joguei em três tabuleiros simultaneamente, enquanto dava dicas aos participantes como ‘a importância do centro’, ‘o desenvolvimento das peças’ e ‘a necessidade de levar o rei para  o castelo’ (roque). Muitos voltavam para a fila para jogar novamente. Nem o ‘apagão’ geral tirou nossa empolgação. Jogamos por quase uma hora a luz de lanterninhas e celulares dos voluntários que não queriam deixar a festa parar. Agradeço às organizadoras e seus colaboradores, aos participantes e aos enxadristas presentes.  Juntos tornamos o Xadrez cada vez mais visível e acessível à comunidade.

Adriano Valle no stand do Espaço ComVivência, na 30a. Feira do Livro de Brasília

Xadrez na Feira do Livro

Por , 18 de novembro de 2011

Estarei neste domingo, dia 20, a partir das 16 horas, na Feira do Livro de Brasília a convite do Espaço ComVivência. Será um momento para jogar xadrez, bater papo e ver uns vídeos. A 30ª Feira do Livro de Brasília está acontecendo no Pavilhão de Exposições EXPOBRASÍLIA, no Parque da Cidade. Procure pelo stand do Espaço ComVivência.

Espaço ComVivência

O Espaço ComVivência é uma proposta para melhorar o desenvolvimento psicossocial e cognitivo do seu filho de forma integrada, focando multidisciplinarmente a saúde, o bem estar e o desenvolvimento cognitivo. Dirigido pelas empreendedoras Patrícia, Luciana e Glorinha, o Espaço ComVivência oferecerá o Xadrez como atividade no ano que vem e também nas oficinas durante a colônia de férias programada para janeiro de 2012. O Espaço fica na SHIS QI 15 conjunto 06 casa 02 Lago Sul, telefones: (61)3526-1551  (61)3364-4479. Vale a pena conferir!
Até domingo, na Feira do Livro!  - Adriano Valle 

Xadrez, um esporte para multidões

Por , 5 de outubro de 2011

Confira a excelente reportagem que foi ao ar no Globo Esporte do dia 04 de outubro.
No país do futebol, o xadrez vem mostrando que é um grande produto para patrocinadores.

Um cavalo contra uma chuva de peões

Por , 2 de agosto de 2011

Para professores de xadrez, o jogo Crazy Chess é um ótimo auxílio no ensino do movimento do cavalo. Os chamados jogos pré-enxadrísticos utilizam-se das mesmas regras de movimento do xadrez propriamente dito e são úteis para o treinamento de um fundamento ou conceito específico, nem sempre tendo o xeque-mate como objetivo. Por exemplo, pode-se jogar uma partida apenas com peões onde o objetivo seja promover um dos peões.
Mesmo para  jogadores experientes, o Crazy Chess é um excelente exercício para visualização rápida de manobras em busca de determinadas casas do tabuleiro.
Clique aqui para jogar e divirta-se!

O prevenido

Por , 12 de julho de 2011

 

Cartum criado e desenhado por Adriano Valle e publicado na Revista da FBX, 1994.

 

A força da simplicidade em Capablanca

Por , 3 de julho de 2011
Capablanca aos 4 anos

Capablanca aos 4 anos

Capablanca , um dos melhores jogadores de todos os tempos, foi campeão mundial de 1921 a 1927. Aprendeu a jogar com 4 anos de idade e o xadrez se tornou para ele um “idioma” que falava com fluência e naturalidade. Levava partidas com frequência para o final, onde sua técnica era impecável. Falava em seus livros da “teoria da simplificação”. Uma pequena vantagem material ou posicional tende a aumentar sua importância à medida que são trocadas peças e anuladas as possibilidades de um imprevisível jogo tático. Na partida que se segue, temos um ótimo exemplo de sua filosofia de jogo. Com 15 lances apenas, Capablanca já havia identificado o fator que lhe daria vantagem no final: a maioria de peões na ala da dama. Dito e feito, o genial cubano não se afastou do plano de valorizar esta maioria de peões até colher os frutos com uma pequena combinação, ganhando uma peça por dois peões.

 

Sacrifício duplo de bispos, duas amostras

Por , 26 de junho de 2011

Dois bispos podem ser muito fortes nos finais, mas também podem ser irresistíveis no ataque ao rei. Vamos ver duas partidas com “a mesma combinação”. Assim devemos estudar tática, por padrões. Conhecendo vários exemplos de um mesmo tema, aprendemos a identificar as condições favoráveis para que o tema em questão seja “encontrado” em nossas partidas.

O encontro entre Zurkertort e Botvinnik

Por , 26 de junho de 2011

Só mesmo no mundo das idéias do xadrez, poderiam estes dois gigantes se encontrar. Zukertort (1842-1888) foi candidato ao título mundial diante de Steinitz (1836-1900), o primeiro campeão oficial. Já Botvinnik (1911-1995) foi 3 vezes campeão mundial.
Botvinnik foi um grande estrategista e seu preparo de aberturas era intimamente ligado a um plano de meio-jogo. Uma de suas variantes prediletas, que teve em seu aluno Kasparov também um adepto, é a variante das trocas no gambito da dama, com Cge2.
A idéia é não bloquear o avanço do peão a f3 controlando a casa e4. O cavalo de e2 geralmente se dirige a g3 de onde também apóia e4. Pode também manobrar via f4. Este plano não aparece só na variante das trocas do gambito da dama, como veremos nas duas partidas que se seguem.
Na primeira Zukertort produz sua mais famosa partida, contra Blackburne. Um dos pontos fortes de sua estratégia foi o avanço do peão do rei à casa e4 seguido de e5 e f4, com um forte jogo central. O mesmo ocorreu na partida entre Botvinnik e Capablanca. Outro lance típico do plano é Tae1 que ocorreu nas duas partidas. Outra coincidência ocorrida nestas partidas foi a combinação com tema “desvio” sobre a mesma peça, a dama preta. Tanto o lance 28.Db4!! de Zukertort como 30.Ba3!! de Botvinnik agem na mesma diagonal (a3-f8) e o alvo imediato é a dama em e7.